A picanha ficou mais barata em 2025. Segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), o item foi o único corte de carne bovina que teve deflação (-0,97%) no acumulado em 12 meses até dezembro. Na média, as carnes tiveram alta de 2,09% no ano, bem abaixo da taxa da prévia da inflação oficial do país, que ficou em 4,41%.
O grupo Alimentação e bebidas registrou alta de 3,57% no ano, contribuindo também para a desaceleração da inflação em 2025.
A alta das carnes em 2025 foi menor do que a do frango 4,62%. Já os pescados tiveram deflação de 0,87%.
As maiores altas do ano entre os alimentos foram as do café moído (41,84%), pimentão (29,93%) e chocolates em barra e bombom (27,84%). No lado das quedas destacaram-se: arroz (-26,04%), leite longa vida (-10,42%) e batata-inglesa (-27,70%).
Entre os 9 grupos pesquisados pelo IBGE, o que mais pesou no índice de inflação do ano foi o Habitação, com variação (6,69%). Nele sobressai o subitem energia elétrica residencial que, com acumulado de 11,95%, responde pelo maior impacto individual no ano (0,47 ponto percentual).