Cuiabá encerrou o mês de junho com saldo positivo de 1.182 empregos com carteira assinada, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. No período, foram registradas 11.980 admissões e 10.798 desligamentos, representando um crescimento de 4,8% em relação ao mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de 1.128 vagas.
O levantamento, analisado pelo Núcleo de Inteligência de Mercado da Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá), mostra que a capital teve um desempenho superior ao registrado no restante do estado. Enquanto Cuiabá ampliou a geração de empregos, Mato Grosso fechou junho com saldo de 8.258 vagas, abaixo das 9.388 contabilizadas no mesmo período do ano passado.
Setor de serviços lidera contratações
O setor de serviços foi o principal responsável pela criação de empregos na capital, com 803 novas vagas. Em seguida aparecem a construção civil, com 335 postos de trabalho, e a indústria, que registrou saldo positivo de 25 vagas.
Segundo o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o crescimento da empregabilidade fortalece a economia local.
“Cada posto de trabalho formal representa renda garantida, consumo regular de bens e serviços e gera um ciclo virtuoso para a cidade, movimentando o comércio, o setor imobiliário e os serviços urbanos”, destacou.
Mulheres e jovens impulsionam o mercado de trabalho
Os dados também apontam mudanças no perfil das contratações. O saldo de vagas ocupadas por mulheres cresceu 16,1%, totalizando 549 novos empregos formais.
Entre as faixas etárias, os jovens de 18 a 24 anos lideraram a geração de empregos, com saldo de 607 vagas, seguidos pelos trabalhadores de 40 a 49 anos, que somaram 210 novos postos.
Para Macagnam, o resultado reflete o fortalecimento da economia urbana de Cuiabá.
“Os setores que mais geraram empregos são intensivos em mão de obra, especialmente serviços e construção civil. Isso indica um aquecimento da economia da capital, impulsionado por obras de infraestrutura e pela recuperação do mercado imobiliário”, afirmou.